Meu Orgulho ☟
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mayorswan:

anonymous | make me choose → once upon a time 3A / 3B

Apesar de você carregar um nome forte e marcante nas costas, você não faz jus a ele, Bárbara. Seu nome é lindo, assim como os seus olhos azuis e o batom roxo que você usa com aquela blusa verde de manga cumprida. O problema é que não tem ninguém pra borrar esse teu batom ou rasgar essa tua blusa. E não tem, porque você simplesmente não deixa ter. Quando eu me aproximo, você recua. Quando eu recuo, você se aproxima de forma agressiva como se o mundo girasse em torno da sua pele branca com cheiro de ameixa. Mas não gira, Bárbara. O seu mal é achar que sim. Você reclama que eu saio pra beber, mas acha fofo quando eu te mando mensagem melosa bêbado. Você odeia as minhas roupas, as minhas gírias e a minha forma de pensar, mas fala mal dos garotos certinhos que tem na sua faculdade. Vai entender. Aliás, não vai. Se tem uma coisa que você é péssima em fazer, essa coisa é ir. Não importa com quantos caras diferentes você saia em um mês ou quantos beijam bem em uma noite. Sou eu quem tenho a pegada e a marra que tu precisa pra curar seus medos. E você me odeia por saber disso. Não adianta negar, virar a cara ou ignorar minha chamada perdida. Você nunca vai embora, Bárbara. E eu gosto disso. Gosto de ver o seu orgulho sendo quebrado em pedacinhos minúsculos contra a sua vontade por minha causa. Gosto de ver você urrando, reclamando, xingando deus-e-o-mundo nos meus braços. Não faço questão que você me elogie desde que permaneça aqui, junto. Eu sei te domar e abaixar o teu ego gritante, mas isso te torna frágil e você se esconde. Se esconde atrás de umas poesias baratas e livros grifados, enquanto eu tomo umas cervejas geladas e acabo seis carteiras de cigarro em dois minutos. Você diz que eu tenho medo de amar. E eu tenho, sim. Eu tenho medo de te amar, Bárbara. Você me conhece de tanto, tanto, tanto, que até eu chego a me assustar com isso. O que você talvez não saiba, é que eu também te conheço tanto, tanto, tanto, que talvez a sua auto estima abalada nunca tenha se dado conta disso. Eu sei que a sua bebida preferida é suco de laranja, não vodka. E que você preferiria mil vezes ir pra balada de sandália havaiana do que usar um salto enorme a noite toda. Também sei que, apesar dos textos românticos, sua literatura favorita é a erótica. Suas amigas patricinhas não sabem disso, mas eu sei. E você nunca se deu conta do quanto saber doí. A sua personalidade me mata, mesmo te fazendo viver. Eu te olho canto de olho enquanto você escreve mais um desses seus textos sem pé nem cabeça e penso que, poxa vida, se algum dia eu conseguisse entender o que se passa na sua mente, ou melhor, no seu coração, eu poderia dormir tranquilo. Você, garota, me tira o sono. Com as suas entrelinhas indecifráveis e a sua mudança de humor constante, eu nunca sei o que fazer ou dizer ou sentir. Você é um campo minado, Bárbara. A diferença é que no seu jogo só tem bomba, e eu sou o apostador perdido que sempre morre na primeira jogada. Não importa o quanto eu tente ganhar ou empatar a partida: você sempre se sai vitoriosa e barbariza a minha vida. Acho que este deve ser o verdadeiro significado do seu nome. Vez ou outra, duvido até que você tenha coração. Você consegue ser mais fria do que todas as geleiras existentes nesse planeta. E eu continuo perdido, cego, procurando alguma luz vinda de qualquer direção que não seja a sua. Então eu saio, bebo, beijo algumas menininhas relevantes e volto pra casa. Daí eu sinto a sua falta e tudo começa a girar. Não importa quantas bocas encostem a minha, nenhuma delas é capaz de causar a turbulência que a sua no meu corpo. Eu me sinto um homem vazio longe de você e perto eu me sinto um menino cheio demais pra caber em mim mesmo. Mal sei me equilibrar na balança da minha própria vida, quanto mais equilibrar você e o seu peso de bagagem gigantesca. Eu só queria que você dissesse o que espera de mim, Bárbara. Não sei o que você quer quando me liga às três da manhã pra desabafar sobre um assunto qualquer, depois de ter me ignorado a semana inteira. Você chora por falta de amor, mas não deixa ninguém te amar. Você não me ensina a te amar. Às vezes eu penso que você queria ser salva desse mundo cinza que a sua alma insiste em morar.
O problema é que eu não sei ser o seu super-homem, Bárbara.
E o meu nome ainda é João.
- Capitule, A Resposta. (via capitule)

Minha casa nunca teve uma passagem secreta..

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